PLAYLIST: OS MLK SÃO DENGOSO


Esses últimos dias NÃO ESTÁ SENDO FÁCIL para os fãs de One Direction e eu sei o quanto é desesperador ver a possibilidade da sua boyband ir cada um pra um canto, então quando meu irmão (recém adepto do Spotify) disse que ia criar uma playlist com as melhores músicas deles, pensei que seria um bom momento de roubar essa playlist em que ele escolheu as músicas que mais gosta dos cds e as mais conhecidas e fazer um post em homenagem. É uma boa oportunidade pra quem torce o nariz pra banda dar uma chance pras músicas.

E lembrem-se: se o pior acontecer, depois de anos Backstreet Boys fez um lindíssimo comeback com shows tão esgotados que tiveram que fazer um extra. TENHAM FÉ.

Não sei ficar doente parte 2: embalagem de antibiótico não é comestível


Depois do médico ter me garantido que não, eu não ia morrer por garganta inflamada, comprei o antibiótico e o antialérgico (aproveitei e reabasteci meu estoque de remédios pra dor de cabeça) e fui pra casa cometer mais um erro: ler a bula. Costumo ler sempre por masoquismo (a parte das reações adversas sempre me deixa meio em pânico), mas dessa vez a coisa parecia ser realmente útil porque quando abri o antibiótico tinha um pacotinho bem pequenininho de alguma coisa dentro, junto com os comprimidos. Mas na bula não tinha nenhuma menção àquilo, nada indicando como nem se deveria ser tomado, então deixei pra lá. Na receita o médico já tinha deixado certinho como eles deveriam ser tomados, então se ele não tinha dito nada fora de comprimidos, estava tudo bem, não é?


Eu tinha esquecido o tamanho que um comprimido de antibiótico tem. E o tamanho de um antialérgico. E é claro que, acostumada a tomar dois remédios pequenos juntos (a pílula e a paroxetina), eu tentei meio que por memória muscular engolir os dois ao mesmo tempo.

A minha sorte é que o antialérgico era só pra 3 dias, então não deu tempo de cometer o mesmo erro de novo. Pois não duvide, se fosse mais tempo, ele se repetiria. Sou dessas.

Mas a garganta ia melhorando, a dor de ouvido passou em dois dias, meu nariz é eternamente entupido logo não faz diferença mesmo, era pra tudo estar correndo bem. Se eu não tivesse começado a tossir como se meu corpo estivesse rejeitando meu pulmão. É tipo aquela ideia de que encanador conserta os canos ferrando com a fiação, mas nesse caso eu estava resolvendo um problema de saúde enquanto meu corpo encontrava outro pra colocar no lugar.

meu corpo tentando resolver as coisas
Já perto do final do tempo do antibiótico, comecei a achar muito estranho que a tosse não sumia de jeito nenhum e a garganta, apesar de bem melhor, ainda não tinha parado completamente de doer. Por um desses motivos que talvez no dia do juízo final deus me conte a razão de ser, eu associei isso com o tal pacotinho e cometi mais um erro: fui jogar o nome do remédio no google. Encontrei algumas informações sobre ele em comprimido e em pó, e então três coisas passaram pela minha cabeça:
1) era pra eu ter tomado aquele pacotinho
2) eu não tinha tomado o pacotinho, logo o antibiótico não ia funcionar direito
3) eu ia morrer
Li páginas e mais páginas falando sobre as duas versões, mas nenhuma dizia exatamente como eu deveria tomar ele em versão comprimido E em pó. Aí fiquei desesperada, acendi as luzes da casa e fui acordar minha mãe pra avisar que não estava tomando o antibiótico direito sem querer e ia morrer.

Tudo isso era duas da manhã.

Depois de ter escutado algo como "EU NÃO VOU LIDAR COM ISSO ÀS DUAS DA MANHÃ", decidi que ia tomar o que tinha no pacotinho com água mesmo e que deus tivesse piedade da minha alma.

Só que antes eu resolvi fazer o que devia ter feito desde o começo: eu li o que estava escrito naquele pacotinho do tamanho de metade do meu dedo mindinho.

Não
era
remédio.


Era só um pacotinho embalado pra absorver qualquer possível umidade dentro da embalagem do antibiótico. Inclusive estava escrito em vermelho que não era pra comer. Tipo dessecante. E foi assim que eu quase comi um componente de embalagem de antibiótico.

Ficar doente é muita emoção. Eu nunca sei se a possibilidade de morrer é maior por causa da doença ou por minha própria culpa mesmo.

Não sei ficar doente parte 1: não sei não achar que vou morrer no consultório médico


Não sei ter dor de garganta sem quase morrer no processo: toda vez que acontece, é caso de ir pro hospital e tomar antibiótico. Era de se esperar que aos 30 anos eu já teria aprendido isso, mas aprender com meus próprios erros é um negócio que acho que nessa encarnação não vai rolar.


Garganta doeu no primeiro dia, achei que só pensamento positivo ia resolver. Fiquei surpresa quando não resolveu.

Garganta doeu no segundo dia, fiz o que qualquer pessoa sensata faria: fui pedir ajuda no twitter de receitas de vó. Tentei a do leite com canela (ficou horrível, odeio canela fora de bolinho de chuva) e a do gargarejo com água e sal (engoli a água sem querer, não foi legal). Resolveu por meia hora.

Foi preciso chorar de dor de madrugada pra resolver fazer algo decente a respeito, então minha mãe me acompanhou ao hospital. A essa altura doía também o ouvido e o nariz entupia aleatoriamente. Obviamente eu estava morrendo.


Não precisou de nem dois minutos pro médico constatar que sim, minha garganta estava loucamente inflamada, mas não, não era nada grave. Até aí tudo ótimo, mas é claro que não ia ficar assim por muito tempo.

Eu sou uma pessoa meio sugestionável em determinadas situações. Uma delas é consultório médico. E também sou meio paranoica e tenho uma certa tendência a achar que todas as doenças que eu tenho invariavelmente virarão coisas graves e eu vou morrer. É involuntário. Uma vez achei que meu nariz escorrendo era líquido do cérebro saindo pelo nariz. Já chorei e tive crise de ansiedade de madrugada porque estava com dor de cabeça e resolvi pesquisar como era uma tomografia e cheguei à conclusão de que nunca ia conseguir entrar naquela máquina porque tenho medo de espaços pequenos então o tumor que eu potencialmente poderia ter no cérebro não seria descoberto nunca e eu ia morrer.

Então quando o médico resolveu examinar meu ouvido e perguntou se algum dos dois doía mais que o outro, senti todo o sangue fugir da minha cara. Porque eu não via diferença.


Os dois doíam igual. Tinha alguma coisa errada nisso? Era pra um estar doendo mais que o outro? Isso significava alguma coisa? Tinha um inflamado e o outro não? Eu ia ficar surda? Eu ia morrer?

"... eu não vejo muita diferença... acho que o direito?"
"Seu ouvido esquerdo tá um pouquinho afetado pela inflamação da garganta."

Pronto. Errei qual ouvido estava doendo mais. Eu devia ter ficado quieta. E se eu estiver perdendo a sensibilidade no ouvido? E se eu estiver perdendo a capacidade de diferenciar direita de esquerda? E se o médico achar que eu tô mentindo, não receitar nada, eu voltar pra casa e morrer dessa coisa obviamente grave que eu tenho na garganta e no ouvido? E se não for nada grave, ele não receitar nada, eu voltar pra casa e de repente virar algo grave? Eu ia morrer?

Não era nada grave e ele receitou os remédios que precisava, entre eles um antialérgico e um antibiótico. Antialérgico por 3 dias, antibiótico por 7. Era pra ser bem simples.

Não foi, mas isso fica pro próximo post, quando eu explicar como eu quase comi um componente da embalagem do antibiótico sem querer. Vai vendo.