Livros que poderiam virar minisséries parte 1


Eu fiquei muito louca com a minissérie de Dois irmãos. Não por ser fã da história (não sou, li a HQ e gostei bastante mas não li o livro), mas por saber que ela tinha potencial pra virar algo legal na tv, se não pelo texto, pelo visual. E realmente, gostei muito do resultado e foi com muito autocontrole que não fui tretar no twitter por causa da relação da Zana e do Halim com os filhos. Aliás, se tem uma coisa em que a Globo sempre capricha é nas minisséries. E num mundo em que a Globo consegue fazer minisséries lindas visualmente e a Netflix é empenhada em fazer coisas legais, fiquei olhando pra estante e pensando quais livros ali dariam projetos legais. Levei em consideração livros que poderiam render adaptações pra uma temporada só sem precisar de orçamentos em que todo mundo tenha que vender a alma pro the monio pra fazer acontecer. A parte 2 um dia sai.


VAMOS FAZER DE CONTA QUE ISSO NUNCA ACONTECEU...
Jenny Lawson
cultura | saraiva | amazon
Um dos meus livros preferidos (resenha aqui), Vamos fazer de conta que isso nunca aconteceu... daria uma comédia maravilhosa com narração estilo Todo mundo odeia o Chris. Também teria pitadas de drama nos momentos mais ansiosos da vida da Jenny. CHAMEM A PRÓPRIA JENNY LAWSON PRA ISSO!

DIAS PERFEITOS
Raphael Montes
cultura | saraiva |  amazon
Ia dar um policial/thriller psicológico sensacional (resenha do Nem Um Pouco Épico aqui). O final ia dar altas tretas e problematizações no twitter. Certeza que ia parar nos trending topics.

LUA DE VINIL
Oscar Pilagallo
cultura | saraivaamazon
Apesar de não ter rolado química com o livro (resenha aqui), consigo imaginar uma minissérie bem boa com ele, até por ter a ditadura como plano de fundo. Sem contar que as descrições de coisas e lugares que no livro pra mim não rolou, ficariam ótimas numa minissérie.

NADA DRAMÁTICA
Dayse Dantas
cultura | saraivaamazon
Minha minissérie adolescente passada no Brasil (resenha do Nem Um Pouco Épico aqui). Todo mundo ia se identificar, seria SUCESSO e a autora podia fazer um cameo meio tipo o Stan Lee.

O HISTÓRICO INFAME DE FRANKIE LANDAU-BANKS
E. Lockhart
cultura | saraiva | amazon
Mais um que daria uma minissérie adolescente sensacional, envolvendo sociedades secretas e protagonista sendo maravilhosa.

A CABEÇA DO SANTO
Socorro Acioli
cultura | saraiva | amazon
Comecei a ler já pensando em como a história ficaria maravilhosa numa coisa meio O Auto da Compadecida. Onde começa a petição online pra isso acontecer?

MENTIROSOS
E. Lockhart
cultura | saraivaamazon
Mais uma minissérie adolescente mas dessa vez com toques de mistério do tipo MAS AFINAL DE CONTAS O QUE DIABOS ACONTECEU? (resenha do Nem Um Pouco Épico aqui). As redes sociais entrariam em guerra por causa dos spoilers.


menções honrosas via twitter
O cortiço (Aluísio de Azevedo)
Depois daquela viagem (Valéria Polizzi)
Souvenir (Therese Fowler)
Cem anos de solidão (Gabriel García Márquez)
Qualquer livro da Rainbow Rowell
Sergio Y. vai à América (Alexandre Vidal Porto)


Que livros vocês gostariam que fossem adaptados como minisséries?

Advil!!! on Ice


Daí que por esses dias eu acordei com dor de cabeça e fui caçar o comprimido de Advil nosso de cada dia. Só que eu não tinha comido nada ainda, e uma das poucas coisas nessa vida que eu realmente aprendi é que tomar remédio de estômago vazio (a não ser que seja exigência da bula) vai dar ruim. E como eu tinha acordado depois do almoço, resolvi fazer macarrão e tomar o Advil depois. Deixei o comprimido em cima da mesa e fui pegando tudo que eu precisava pra poder cozinhar.

Pelo menos eu achava que era isso que eu tinha feito.

Macarrão pronto, macarrão comido, hora do remédio... cadê? Comprimido sumiu. Eu tinha certeza que não tinha tomado, a dor de cabeça tava lá pra me lembrar disso. Mas eu também tinha certeza que tinha deixado o comprimido na mesa. Não tava no meio da toalha de mesa, no guardanapo, nem no chão, então só assumi que ele tinha sublimado, peguei outro e a vida segue.

Aí hoje eu resolvi pegar sorvete.

Abri o congelador.

Dessa vez tinha sorvete.

E o Advil perdido.

Em algum momento do processo de pegar as coisas pra fazer macarrão eu achei que era lógico e natural deixar o comprimido dentro do congelador.

Abrir a geladeira aqui em casa a partir de agora vai ser uma aventura. Vai saber o que eu posso ter largado lá dentro.


Playlist: Chill

créditos da imagem: studiominimalista

2016 (que devia oficialmente ser chamado de O Ano Que Não Deve Ser Nomeado) foi tipo o equivalente a pisar numa pecinha de LEGO, então a partir de agora, toda vez que você sentir aquela raiva que dá vontade de arrancar os próprios olhos com gilete ou de entrar em treta na internet, dá play nessa playlist aqui e fica de boa.